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Dr. Makary diz que cada paciente deve agir como consumidor exigente, fazendo perguntas e pesquisando com se estivesse comprando um celular.



Scheila Maria no Hospital UNIMED - Recife


Nunca mais escrevi uma boa matéria para meu blog, nem é hoje que o farei, pois estou envolvida em inúmeras tarefas que requer de mim entrega quase que total. Porém, preciso publicar algumas coisas que foram ficando a espera de tempo e algumas já nem têm mais sentido. Mas vamos as que têm:
Há uns dois anos minha filha Scheila teve um nódulo no seio. Eu não sou médica, sou professora. Mas, de tanto investigar o que dizem e prescrevem eles fiquei muito esperta e sei as características de um nódulo maligno e benigno e sabia diante mão que, o do seio dela, que tinha apenas 18 anos, era benigno. Ele era palpável, mole e movia-se de lugar. Eu estava em Pernambuco e ela na Bahia. O pai a levou ao médico que eu indiquei. À noite ligaram-me dizendo que o médico disse que tinha que fazer uma pulsão depois uma cirurgia. Discordei de imediato. A pulsão é um exame para comprovar a suspeita de malignidade. Era desnecessário, enfim, era um exame para ele ganhar dinheiro

Mandei que marcasse em outro, depois outro e todos indicaram a pulsão, todos queriam ganhar uns trocados à custa da dor da minha filha, porque esse exame é uma miséria. Introduz uma agulha no seio até encontrar o tumor, perfurar  sugar dele um liquido, detalhe: sem anestésico. Deixa então o nódulo no seio dela.
O tempo passou e após um ano após, eu mesma fui com ela numa médica no Recife e disse à médica que dispensava a pulsão, que queria retirar o nódulo benigno apenas. Ela nada disse. Marcou a cirurgia e assim fez. 

Antes devo ressaltar que a médica FULANINHA, daqui de Feira de Santana, indicou para minha filha uma mamografia. Não!!! Eu quase morri. Se a indicação fosse de um ultrassom, ainda ia, mas uma momografia, que é aconselhada apenas após os 40 anos. Pois uma das limitações da mamografia é não conseguir apontar lesões em mamas muito densas, características das mulheres mais jovens e sem filhos, será que ela não soube disso na faculdade? Fiquei chocada e queria processar alguma coisa, mas não foi possível. Um médico formado em uma boa universidade jamais faria uma prescrição dessas devido às altas doses de radiação e por saber ser inútil para ela naquele momento.

A medicina foi possuída pelas leis de mercado. Nossa saúde é mercadejada. Não podemos mais confiar nos médicos que são manipulados pelas faculdades que têm vínculo com a anvisa, que por sua vez tem um contrato com as grandes industrias de remédios.

Quando se trata de médicos e tratamentos Dr. Makary diz que cada paciente deva agir como consumidor exigente, fazendo perguntas e pesquisando com se estivesse comprando um celular.

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