O médico Marcos Bosi diz em entrevista que a ordem é prescrever remédios, que o sistema vende esperanças


A matéria encontra-se na última página da revista Cassi-Família Ano VI - nº 21/ janeiro/abril de 2013 -


A saúde pública no Brasil está muito mais interessada em recursos do que em tratamentos. A ordem é prescrever remédios mesmo assim, não consegue impedir a morte do paciente, pois o sistema é baseado na venda de esperança, em viver mais e melhor. O profissional da saúde estuda para saber muito sobre a condição a ser tratada, e o paciente, de certa forma, é leigo do ponto de vista técnico e não participa do processo de decisão sobre os procedimentos de saúde aos quais deverá ser submetido. Numa situação de desespero, próxima ao fim de vida, o paciente aceita qualquer tipo de intervenção para tentar aumentar o tempo e a qualidade de vida.

Essa realidade é consequência de um ambiente em que o conhecimento não chega ao paciente de forma clara, sendo que muitas vezes nem chega. Portanto, o paciente não recebe todas as informações possíveis sobre as consequências e os resultados dos procedimentos para que possa opinar e ter o poder de escolher sobre a qual intervenção deseja ser submetido.


 Marcos Bosi conclui dizendo que porque os investimentos não estão focados na necessidade de saúde da pessoa, mas na rentabilidade das aplicações financeiras em instalações e serviços. O uso irracional dos recursos não pode ser justificado pela venda de ilusões. 
  



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