A quimioterapia em alguns casos piora a situação

FONTE: http://www.medicinacomplementar.com.br/index.html

Autores sérios e sem conflito de interesse, isto é, aqueles que não recebem proventos da Indústria Farmacêutica afirmam que as drogas quimioterápicas geralmente estão desenhadas no velho conceito de "combater o DNA" .  Assim sendo nos últimos 60 anos persiste o velho modo de tratar o câncer atacando o DNA e deste modo invariavelmente os tratamentos do câncer continuam a fracassar. (Gajate-2002 , Bhujwalla-2001 in Gillies-2001). Outros autores do mesmo grau de seriedade e independentes afirmam que os quimioterápicos são geralmente os responsáveis por exacerbar o fenótipo maligno por induzir a parada da apoptose e desta maneira facilitar a progressão do câncer (Torigoe-2002 , Rockwell-2001).
                Neste trabalho os autores mostraram em mais de 200 mil pacientes que os 5 cânceres mais COMUNS como testículo, cervix, ovário, Doença de Hodgkin e linfoma não Hodgkin são os responsáveis apenas por 8,4% do total dos cânceres diagnosticados. Neste grupo a taxa de sobrevida devido à quimioterapia atinge 14%.
                Os 5 cânceres mais comuns em adultos, colo-retal, mama,próstata, melanoma e pulmão são os responsáveis por 56,6% do total de cânceres diagnosticados e neste grupo a taxa de sobrevida por 5 anos devido somente à quimioterapia citotóxica é de apenas 1,6%.
                O mínimo impacto sobre a sobrevida dos cânceres mais comuns, conflita com a percepção de muitos pacientes que sentem estar recebendo um tratamento que aumentará significantemente suas chances de cura. Em parte , isto reflete a apresentação dos resultados como redução no risco mais do que um benefício absoluto na sobrevivência e por exagerarem as respostas dos com doença estável.
                É quase certeza afirmar que se os pacientes soubessem do quase insignificante aumento da sobrevida com a quimioterapia, não a escolheriam.
O médico quimioterapeuta apresenta os resultados de um tratamento novo dizendo: com este tratamento conseguimos aumentar o dobro na sobrevivência. Ele somente explica os dados relativos, não os concretos. Na verdade uma eficácia de 1% que passa para 2% é o dobro da eficácia aritméticamente.
                Apesar das drogas novas e ditas melhores, das diversas combinações e a adição de novos agentes continuam os efeitos colaterais que diminuem a qualidade de vida: neutropenia com sepse, enjôo , vômitos, diminuição do apetite, fraqueza geral, nefrotoxicidade, cardiotoxicidade, neurotoxicidade, diminuição da cognição, etc...
            Apesar da baixa eficácia no aumento da sobrevida os quimioterapeutas prescrevem um segundo, um terceiro , um quarto conjunto de drogas citotóxicas, quando as respostas são mínimas ou a doença é progressiva. Sabe-se muito bem que respostas de melhoria abaixo de 15% podem ser devidas unicamente a efeito placebo, este fato não é comentado.
                Em vista do mínimo impacto da quimioterapia citotóxica na sobrevida de 5 anos, e a falta de progressos sólidos nos últimos 20 anos, conclui-se que a principal indicação da quimioterapia seja para tratamento paliativo e não curativo.
               
                Urge o encontro de novas modalidades terapêuticas.

Referência :
  1. Bhujwalla Z.M., Artemov D., Abooagye E., Ackerstaff E.,  Gillies R.J., Natarajan K., Solaiyappan M., The physiological environ-ment in cancer vascularization, invasion and metastasis, in: R.J. Gillies (Ed), The Tumor Microenvironment: Causes and Consequences of Hypoxia and Acidity, Novartis Found. Symp., vol. 240, John Wiley and Sons, Chichester, NY, pp. 23-38; 2001
  2. Gajate C., Mollinedo F., Biological activities, mechanisms of action and biomedical prospect of the antitumor ether phospholipid ET-18-OCH3 (Edelfosine), a proapoptotic agent in tumor cells, Curr. Drug Metab. 3 491-525; 2002.
  3.  Morgan G, Wardt R & Barton MThe contribution of cytotoxic chemotherapy to 5-year survival in adult malignances. Clinical Oncology (2004) 16:549-560.  Neste trabalho encontramos 110 referências bibliográficas.
  4. Rockwell S., Yuan J., Peretz S., Glazer P.M., Genomic instability in cancer, in: R. Gillies (Ed.), The tumor Microenvironment: Causes and Consequences of Hypoxia and Acidity, Novartis Found. Symp., vol 240, John Wiley and Sons, Chichester, NY, pp. 133-142; 2001.
  5. Torigoe T., Izumi H.,  Ise T., Murakami T., Uramoto H., Ishiguchi H.,  Yoshida Y., Tanabe M., Nomoto M., Kohno K., Vacuolar H+ -ATPase: functional mechanisms and potential as a target for cancer chemotherapy, anti-cancer Drugs 13 237-243; 2002.

2 comentários:

  1. Eu também acho que a quimioterapia é mais nociva que benéfica, mas é dificil mudar um PROTOCOLO implantado por milhares de médicos e por um ÓRGAO COM DECISÃO SOBRE A VIDA E A MORTE e pelo poder ECONOMICO FINANCEIRO das empresas produtoras de medicamentos.
    Será que um medicamento como o Zometa precisa custar 1.700,00? (preço de 2017 - o preço visto aqui no blog era de 2012).
    Será que um Aromasin precisa custar R$ 700,00 a caixa de 30 comprimidos? Um Fosladex precisa custar R$ 3.900,00? São questões para se estudar.

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  2. Tenho comentado e gostaria de ter respostas.

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