Câncer – uma experiência particular


Nos últimos dias tenho acompanhado pela televisão a recomendação do uso de antioxidantes encontrado nos alimentos para combater o câncer. Porém, os antioxidantes para mim são fatais. Estou sempre lendo a literatura médica sobre câncer em sites confiáveis. Em 2008 li o texto do Dr. José Felippe Junior sobre antioxidantes, câncer, apoptose. http://www.taps.org.br 
Minha experinecia:
“A apoptose é um mecanismo que no corpo humano elimina células cancerosas, infectadas por vírus e todo tipo de células lesadas ou alteradas. O excesso de antioxidantes diminuí a geração de radicais livres e provoca inibição da apoptose, ou seja, ela para de eliminar as células malignas e aí o câncer invade.
          Porém, a população humana apresenta grande diversidade genética e, portanto é grande a variação dos seus parâmetros bioquímicos e metabólicos. Desta forma, na população teremos do lado esquerdo (10%) da curva de Gauss, pessoas com sistema endógeno de defesa antioxidante não muito eficaz (apresentam elevados níveis de radicais livres) e do lado direito (10%) da curva, pessoas com sistema endógeno de defesa antioxidante muito eficaz (apresentam baixo nível de radicais livres. Entre os dois extremos (80%) teremos as pessoas com níveis intermediários de eficácia do sistema endógenos de defesa e também com níveis intermediários de geração de radicais livres. (Salganik – 2001). As pessoas com sistema endógeno de defesa antioxidante não muito eficaz estarão mais sujeitas às doenças provocadas pelas ERTO. São pessoas mais propensas a desenvolver câncer, via lesão do DNA. O uso de antioxidantes diminuirá a incidência de câncer nestas pessoas. 

          As pessoas com sistema endógeno de defesa antioxidante muito eficaz, apresentam baixos níveis de radicais livres e são mais propensas ao câncer, por outro motivo: menor eficácia de provocar apoptose das células transformadas (células pré cancerosas e células cancerosas). O uso de antioxidantes nestas pessoas aumenta ainda mais a incidência de câncer por abolir a apoptose. Temos que compreender muito bem que os antioxidantes protegem o DNA nuclear das lesões oxidativas e diminuem a prevalência do câncer, funcionando como agentes preventivos. Entretanto, no câncer já instalado os antioxidantes protegem a célula cancerosa e os oxidantes promovem muito mais facilmente a lesão do DNA nuclear provocando a morte da célula maligna, funcionando como agentes curativos. Aqui os antioxidantes seriam um verdadeiro desastre. 

     Conclusão: O emprego de antioxidantes como medicamento diminui o risco de câncer naquela parte da população que está do lado esquerdo da curva de Gauss (10%) ou na fase intermediária (80%). Nas pessoas com bom sistema de defesa anti-radical livre a administração de antioxidantes será desastrosa (10%) e aumentará o risco de câncer. Tudo isso se não colocarmos um fator complicador, sempre esquecido na imensa maioria dos trabalhos da literatura médica: presença de metais tóxicos, de ceruloplasmina alta (altos níveis de cobre no organismo) e de ferritina alta (altos níveis de ferro no organismo). Muitos médicos na tentativa de amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia prescrevem antioxidantes. 

Querem ajudar e acabam por dificultar o tratamento do câncer. O autor desse texto se inclui nos médicos que prescreviam antioxidantes para minimizar o sofrimento causado pela quimioterapia nos seus pacientes. Nunca é tarde para aprender”. Daí, procurei o médico com quem me tratava em Salvador, eu queria saber de que lado eu estava, do lado que os antioxidantes matam ou salvam? Li o texto na integra para ele, mas ele desconversou, me aconselhou a esquecer essas coisas, “tudo é bobagem. Você é leiga não entenderá”. Disse ele. 

Respondi: por isso mesmo, você que tem anos de estudo, deve ter a capacidade de me explicar. Mas ele desconversou mais uma vez e disse: o importante é que você esta boa não esta?  

Resumindo: ele só sabe tratar o câncer da maneira convencional: cirurgia (se for o caso), quimio, radio e hormonioterapia. Se o doente escapar, que bom!

 Fiquei sem saber de que lado eu me encontrava, mas descobri. No final de 2008, pensei que deveria fazer uso de antioxidantes porque eu já estava com a idade avançada ( 44 anos) e os antioxidantes atrasam o envelhecimento da cútis, principalmente. Ai adotei três medidas: uma cálice de vinho tinto todos os dias a noite, muito azeite de oliva na salada ao meio dia e pela manhã, uma xícara grande de chá verde. Três poderosos antioxidantes. Em março do ano seguinte foi confirmada metástase óssea. Então descobri de que lado estou, o meu lado é o lado direito, que os antioxidantes são um desastre, em mim aumenta o risco de câncer. Então tento evitá-los ao máximo. Eu preciso envelhecer pois, preciso não alterar o meu DNA. O avelós acelera a apoptose. Eu digo que o melhor remédio é Leitura.Se você que está lendo é médico em Feira de Santana, aproveite para aprender. hehehe

Um comentário:

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