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A morte é uma viagem com passagem de ida e volta



O fim de "Caminho das Ìndias"

Dia seguinte estávamos a tomar café da manhã, era um dia de sábado e a secretaria do lar perguntou se minha filha havia gostado do fim da novela, ela respondeu que sim, um sim sem muito entusiasmo nem ânimo nas palavras mas, a secretaria do lar retrucou com muita entonação na voz: eu odiei. Mas ela colocou tanta ira nas suas palavras que me causou impacto. Eu a olhei e perguntei: 
-por que esse ódio todo? Por que? 
- Porque Muita coisa ficou impune: Suria por exemplo, passou a novela toda fazendo maldades com Maya, e no final ela ficou impune, Maya não se vingou, não aconteceu nada com ela. 
-Ah!, então, cheguei a conclusão de que você queria vingança. 

Ela concordou e disse que queria vê-la desmascarada e quando não morta, a vingança é a morte. 
-Ela deveria morrer.

 Taí a concepção errada da morte. A morte é tida como um fracasso, como um castigo, uma condenação, vingança, punição. Desse modo já nascemos condenados?

 A morte precisa ser encarada como um processo da vida.
A questão da morte é séria na nossa cultura ocidental. A morte deveria ser uma disciplina e fazer parte do currículo escolar para ajudar a desmistificar a morte desde a mais tenra idade, como é há quase 50 anos nos Estados Unidos da América, Israel, Canadá e Austrália.
Elisabeth Kübler-Ross foi a primeira mulher note-americana a desmistificar a morte, a matar a morte porque não dizer assim. Sou facinada pela historia de vida de Elizabeth. Postei um tópico sobre ela no meu blog de câncer e estou preparando outro. O endereço é: http://cancerhc.blogspot.com

A morte é uma viagem com passagem de ida e volta


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