Radioterapia não aumenta sobrevida no câncer de mama

Folha de S.Paulo

O tratamento com radioterapia após a mastectomia não aumenta a sobrevida --após dez anos-- de mulheres com câncer de mama invasivo descoberto nos estágios 1 e 2, segundo pesquisa apresentada na reunião anual da Sociedade Americana de Radiação Oncológica.

O estudo multicêntrico e randomizado, realizado na França, envolveu 1.334 mulheres que descobriram o câncer nos estágios 1 ou 2 e fizeram a mastectomia. No tratamento, metade recebeu radiação na área central do peito (cadeia mamária interna), metade não.

Depois de dez anos de acompanhamento, os pesquisadores não encontraram diferenças significativas nas taxas de sobrevida entre o grupo que recebeu radiação (63%) e no grupo que não recebeu (60%).

Eles concluíram que, além de não aumentar a sobrevida, a radioterapia nessa região ainda eleva os riscos de efeitos colaterais no coração, nos pulmões e no esôfago -tecidos vitais que geralmente são atingidos pela radiação do tratamento.

A melhor alternativa para essas mulheres, diz o estudo, é fazer quimioterapia associada à hormonioterapia (para evitar o reaparecimento do tumor).

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