O fim de "Caminho das Ìndias"



Ela deveria morrer



Irmã Dulce e Elizabeth Ross


Dia seguinte estávamos a tomar café da manhã, era um dia de sábado e a secretaria perguntou se minha filha havia gostado do fim da novela, ela respondeu que sim, um sim sem muita entonação nem ânimo nas palavras mas, a empregada retrucou com muita entonação na voz: eu odiei. Mas ela colocou tanta ira nas suas palavras que me causou impacto. Eu a olhei e perguntei: por que esse ódio todo? Por que? Porque Muita coisa ficou impune: Suria por exemplo, passou a novela toda fazendo maldades com Maya, e no final ela ficou impune, Maya não se vingou, não aconteceu nada com ela. Ah!, então, cheguei a conclusão


que você queria vê vingança. Ela concordou e disse que ela deveria ser desmascarada e quando não morta, a vingança é a morte. Ela deveria morrer. Taí a concepção errada da morte. A morte é tida como um fracasso, como um castigo, uma condenação, vingança, punição. Desse modo já nascemos condenados. A morte precisa ser encarada como um processo da vida.

A questão da morte é séria na nossa cultura ocidental. A morte deveria ser uma disciplina e fazer parte do currículo escolar para ajudar a desmistificar a morte desde a mais tenra idade, como é a quase 50 anos nos Estados Unidos da América, Israel, Canadá e Austrália.

Elisabeth Kübler-Ross foi a primeira mulher note-americana a desmistificar a morte, a matar a morte porque não dizer assim. Sou facinada pela história de vida de Elizabeth. Ela escreveu uma serie de livros. Pesquise, leia Elizabeth.

  • KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1969.
  • KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Morte – estágio final da evolução. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 1975.
  • KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Perguntas e respostas sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1979.
  • KÜBLER-ROSS, Elizabeth. A morte: um amanhecer. São Paulo: Pensamento, 1991.
  • KÜBLER-ROSS, Elisabeth. A roda da vida: memórias do viver e do morrer. Rio de Janeiro: GMT, 1998.


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